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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

TIMBER HOUSES

TIMBER HOUSES




As timber-houses ou timber-framing houses são casas feitas interamente ou parcialmente de peças maciças de madeira com encaixes do tipo sambladura (macho e fêmea). Essa técnica é utilizada em várias partes do mundo há milhares de anos mas tornou-se muito característica na arquitetura vernacular medieval na Dinamarca, Inglaterra e Alemanhã.

Ilustração de uma estrutura do tipo timber-framing.


Anne Hvides Gaard, Svendborg, Dinamarca, de 1560


Interior de uma timber-house atual.


Exemplo de timber house moderna na Alemanha.


Brickell Architects, Estados Unidos.


Brickell Architects, Estados Unidos..


Lake Simcoe House - Canadá: Estrutura de madeira com revestimentos de pedra.



Lake Simcoe House - Canadá: Vista interna.


Igrejas de Kizhi, na Rússia. Edificações construídas no começo do século XVIII, todas feitas de madeira (incluindo seus móveis e painéis) sem possuir nenhum prego ou estrutura metálica para suportar.









LOG-HOUSES



As log-houses são comumente encontradas mas montanhas do hemisfério norte. São construídas por troncos roliços (não processados) encaixados entre si.




MADEIRAS LAMINADAS



"Na madeira, podemos ler a história da humanidade. A utilização da madeira como um componente para a construção realizada sem emendas permanece no tempo desde as primeiras cabanas e palafitas. Na realidade, não há outro material no mundo que tem acompanhado de forma sólida e duradoura à uma sucessão de civilizações, e ainda manter a sua validade de uso, tanto na construção nas cidades e nos campos. Hoje, graças a mais avançada tecnologia de madeira laminada, a perfeição da natureza, a perfeição das mais avançados técnicas de produção industrial e à criatividade do trabalho em conjunto, abre-se uma aplicação em cenários de imaginação sem fronteiras no domínio da construção, da engenharia civil e da arquitetura. O âmbito de aplicação da madeira laminada é praticamente ilimitada. Exemplar conquistas foram implementadas para a habitação, para uso industrial / agrícola / comercial, instalações desportivas, pontes, torres de telecomunicações, etc. Devido à sua extraordinária flexibilidade e à sua capacidade de se adaptar às mais difíceis concepções e hipóteses, pelas suas ótimas características, em termos de construção, as suas técnicas avançadas e economicamente muito interessante, este material reúne os requisitos da harmonia, design e opiniões de clientes muitíssimo exigentes."

Texto retirado do site da Holzbau Italia - Tradução : Eng. Alan Dias








Residência construída pela Holzbau.




Vinícula de madeira laminada construída pela Holzbau.


Centro comercial de madeira laminada construída pela Holzbau.



Igreja de madeira laminada construída pela Holzbau.



Fontes:

(*) Fonte do Artigo:  http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2009-1/casa_madeira/estruturas.html

http://www.jcpaiva.net/files/ensino/alunos/20022003/teses/020370017/madeiras/madeiras.htm

http://www.holzbau.com/

http://www.wikipedia.org





sexta-feira, 29 de julho de 2011

Móveis antigos inovam a decoração

Quase todo mundo tem uma peça de mobiliário antiga herdada dos pais e avós. Móveis, em sua maioria, de madeira nobre e estilo único. As peças antigas herdadas de família tendem a passar de geração em geração algumas vezes bem cuidadas, outras deixadas de lado e sujeitas às ações do tempo. Em uma época em que se valoriza cada vez mais a mistura de estilos, notadamente entre o clássico e o contemporâneo, nada melhor do que resgatar o móvel antigo e transformá-lo no centro das atenções de uma sala de estar, de TV, de jantar, de um quarto ou um escritório.



O encontro entre o passado e o presente na decoração com a restauração de móveis, além de ser uma alternativa prática e econômica para a ambientação de espaços, resulta em ambientes confortáveis. Peças de características únicas como bufês, penteadeiras, armários, criados-mudos, chapeleiras, guarda-roupas, cômodas, estantes e mesas, sinônimos de imponência em décadas passadas, voltaram a marcar presença em ambientes decorados nos mais variados estilos.



Para quem aprecia peças antigas, mas prefere o contemporâneo, a boa notícia é que é possível combiná-los perfeitamente. Os objetos que pais e avós tinham agora voltam repaginados e ganham releituras e novas utilizações. Com isso, segundo a arquiteta Mariana Mendonça, os ambientes contemporâneos perdem o ar de showroom de loja para ganhar o calor da memória e características de identidade de cada cliente. “Ao utilizar um móvel antigo, você traz história e personalidade para o ambiente, misturando estilos que, embora muitos pensem que se contrapõem, na realidade se completam”, afirma a arquiteta.




São inúmeras as formas pelas quais é possível customizar um móvel antigo. Para alcançar um resultado agradável, os pontos chave são a criatividade e a consciência de uso da peça, como destaca o arquiteto André Brandão. “Podemos desde descascar o acabamento original, deixando o móvel em seu estado bruto, até brincar com estampas e cores, transformando-o na estrela do ambiente. O importante é usar a criatividade e ter bom senso, sempre tendo em consideração o ambiente em que essa peça será inserida”, ressalta.





Dicas

Pechinchas - Móveis antigos com preços baixos podem ser encontrados em lojas de móveis usados, feiras e bazares. Em muitos destes lugares, alguns móveis são comercializados no estado em que chegam, sendo um convite para a repaginação.

Relíquias - Móveis antigos tradicionais podem ser encontrados em antiquários, sendo mais caros por vários motivos. Em alguns casos, têm valor histórico ou artístico; em outros, são peças muito raras. Há os que passaram por alguma restauração e ainda os construídos com materiais nobres.



Fonte: Assessoria de Imprensa da Casa Cor Goiás 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

o uso da madeira na arquitetura: histórico

A madeira sempre se revelou um material nobre e rico em sugestões: sua utilização como matéria-prima na construção de habitações é uma constante na historia da arquitetura.
No Brasil, as habitações indígenas são os primeiros exemplos do emprego desse material na arquitetura. Apesar de primitivas e rústicas, atendiam perfeitamente às necessidades de seus usuários e às exigências climáticas.
A chegada dos colonizadores veio alterar o processo de utilização da madeira na construção. A divisão de espaços e as técnicas construtivas passaram a responder a tradições culturais diferenciadas.
No período colonial, algumas casas eram construídas em alvenaria de pedra, possuindo divisórias internas em pau-à-pique - processo construtivo no qual se associa a madeira, como elemento estrutural, e o barro amassado, como vedação. Nas casas mais simples essa técnica construtiva era empregada em toda a edificação. Entretanto, as estruturas complementares - telhados, requadro e fechamento de vãos, assoalhos e varandas - eram geralmente executados em madeira.
A evolução das técnicas construtivas no Brasil ocorreu em função das características do material predominante em cada região. Assim, a alvenaria de pedra e cal caracterizou as construções no litoral, enquanto a taipa de pilão predominava no planalto paulista e o pau-à-pique em Minas Gerais.
Na segunda metade do século XIX, desenvolveu-se no Brasil uma política de colonização que visava incentivar a vinda de imigrantes europeus. Facilitando a propriedade de terra aos estrangeiros, pretendia-se ocupar os grandes vazios demográficos, considerados uma ameaça ao domínio e controle do território.
Ao final do século XIX, um segundo motivo vem juntar-se ao anterior, reforçando o interesse pelos projetos de colonização. A intensificação do movimento abolicionista tornou urgente a substituição da mão-de-obra escrava, especialmente nas lavouras de café do interior de São Paulo.
No que se refere ao Paraná, até o início do século XIX, a população era basicamente constituída por tropeiros e mineradores, configurando um contingente populacional diminuto e disperso.
À partir de 1853, o presidente da Província do Paraná, Adolpho Lamenha Lins, pretendendo uma maior ocupação do território, adotou uma política de estímulo a pequenos proprietários, fixando os imigrantes europeus recém-chegados em pequenas porções de terra. Formaram-se, assim, colônias no litoral e arredores de Curitiba.
As atividades econômicas então predominantes na região eram a extração de erva-mate e o comércio de gado com o Rio Grande do Sul, sendo reduzida a produção agrícola, principalmente a de alimentos.
A necessidade de mão-de-obra para a agricultura - agravada após a abolição da escravatura - aliada à similitude climática com a terra de origem atraiu grande contingente de imigrantes para o Paraná, em especial os alemães, italianos e poloneses.
A diversidade cultural dessa nova população trouxe modificações nas soluções arquitetônicas, evidenciadas pelo uso de diferentes técnicas e materiais de construção.
Os imigrantes alemães construíram suas casas com enxaiméis - estrutura de madeira com peças diagonais de travamento cujos intervalos são preenchidos por tijolos. Os poloneses e italianos, de origem camponesa, estabeleceram-se em colônias próximas às cidades. As casas dos imigrantes italianos eram construídas em alvenaria de tijolos. Os poloneses empregavam troncos de árvores sobrepostos horizontalmente, com encaixes nos cantos das paredes.
Ao final do século XIX, a intensificação e mecanização da exploração madeireira e a instalação de serrarias, principalmente no sul do país, onde a matéria-prima era abundante, permitiu a padronização de elementos construtivos e a difusão da arquitetura em madeira.
A casa de madeira tornou-se, então, tradicional nas paisagens paranaenses. Construída sobre pequenos pilares para evitar a umidade, esse tipo de casa possuía arcabouço formado por barrotes e vigas nos quais são pregadas tábuas verticais (evita acúmulo de umidade) com junções vedadas por ripas. A divisão interna original era simples, constando da sala, quartos e uma cozinha. O sótão, geralmente habitável, surgiu em função da forte inclinação dos telhados - tradição transplantada dos países europeus.
Gradativamente, a simplicidade inicial foi modificada pelo acréscimo de novos espaços e soluções criativas de acabamento. A utilização de peças de madeira padronizadas definia, entretanto, uma quase permanente dimensão de fachada - as ampliações ocorriam no sentido longitudinal.
As varandas aparecem, a princípio, como prolongamento da água dianteira do telhado. Posteriormente, passaram a apresentar localização variável, contornando duas das elevações principais ou destacando-se do restante da edificação, compondo uma volumetria distinta.
O arremate do telhado era feito com lambrequins, que, além de servirem como pingadeiras, e proteção ao beiral, constituíam-se em ricos elementos decorativos, dado o requinte de desenho que geralmente apresentavam.
A racionalidade e funcionalidade dessas habitações, associadas a um baixo custo de construção, garantiram a sua preferência por uma extensa faixa da população. Acrescida de espaços e ornamentos peculiares às famílias que as constroem, as casas de madeira passaram a ser expressão arquitetônica de uma tradição cultural.


Autor: Garcia, Fernanda Sanchez;Guernieri, Mariete S.; Pereira, Gislene de F. e Weihermann, Silvana
Titulo: Arquitetura em madeira : uma tradição paranaense
Publicado: Curitiba : Scientia et Labor, 1987.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Estudo do Serviço Florestal revela madeiras mais resistentes ao apodrecimento e aos cupins

Pesquisa começou com 120 espécies e após 25 anos em exposição ao sol, chuva e cupins, 11 delas continuam intactas. O forte calor e a umidade da Amazônia, além de cupins e fungos são os aliados do Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro para descobrir as espécies de madeira tropical mais resistentes do país. O estudo é desenvolvido há 25 anos com 120 espécies e só terminará quando todas elas tiverem apodrecido. Até o momento, amostras de 11 espécies permanecem intactas e integram o grupo das madeiras tropicais mais duráveis: preciosa, muirapixuna, jataipeba, cumaru, maparajuba, louro-canela, abiurana, pau-santo, muiracatiara-rajada, angelim-vermelho e maçaranduba. A pesquisa ocorre em uma área localizada na Floresta Nacional de Tapajós (PA). O engenheiro florestal e coordenador do estudo, Alencar Garlet, diz a que pesquisa surgiu para suprir a falta de informações sobre as madeiras amazônicas, inclusive a respeito da durabilidade natural delas. "Esses dados eram restritos às espécies de maior importância comercial e eram provenientes de poucos ensaios" diz ele. Com a idéia em mente, os pesquisadores saíram a campo para coletar espécies em vários pontos da Amazônia. Deram prioridade àquelas que não tivessem sido objeto de estudos anteriores e que apresentassem potencial madeireiro em função da altura, diâmetro do tronco e volume por hectare. Desde que as amostras começaram a serem analisadas, em 1985, uma equipe vai ao local da pesquisa uma vez ao ano na época da seca para analisar as madeiras. No dia 25 os técnicos retornarão da visita anual com novos dados. Cada amostra recebe uma classificação que vai de zero (amostra sadia) a quatro (amostra podre). Os dados são registrados em uma planilha e depois, analisados em laboratório. "Agora é que as informações estão maduras e que podemos trabalhar nelas", diz. Os resultados podem ajudar a valorizar o uso das espécies naturalmente duráveis. Nos Estados Unidos e na Europa, é crescente a restrição ao uso de produtos químicos de preservação de madeira em função de questões ambientais. "O mercado quer madeiras que sejam naturalmente duráveis e esta é uma oportunidade de agregar valor a essas espécies", afirma Garlet.

Fonte: www.mma.gov.br

Parque Estadual Alberto Löfgren

Antigo Horto Florestal, o parque, apesar de localizado em área urbana, mantém extensas áreas de Mata Atlântica, constituindo uma importante referência para a população da Zona Norte da Capital. O Horto Florestal foi criado em 1896, pelo naturalista e botânico sueco Alberto Löfgren. A Biodiversidade do Parque é rica e representativa, possui importantes coleções arbóreas e inúmeras espécies exóticas como eucalipto, pinheiro-do-brejo com suas raízes esculturais (algumas centenárias) e nativas como o pau-brasil, carvalho-nacional, pau-ferro, jatobá entre outras. É comum observar bandos de tucanos, maritacas, jacus, capivaras, esquilos, bugios, macacos-prego, garças, socó, mergulhões. Conhecido como Horto Florestal (de São Paulo), o Parque Estadual Alberto Löfgren, tem uma grande importância histórica. Foi a primeira área de conservação efetivamente implantada no Estado de São Paulo. Criada no final do século XIX com a desapropriação do Engenho da Pedra Branca, para a instalação do Horto Botânico, foi á base para a criação do Serviço Florestal no estado, hoje Instituto Florestal - órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Governo de São Paulo.Com beleza cênica e imensidão verde – atributos naturais para preservação permanente, abriga um mosaico diversificado de espécies vegetais e tem grande importância como área de lazer e recreação na Zona Norte da Cidade. Situa-se ao sopé da Serra da Cantareira a 15 Km do centro. Constitui zona de amortecimento e área contígua ao Parque Estadual da Cantareira. O Horto possui uma área de 187 hectares sendo que 35 são destinados ao Uso Público.

Fonte: www.iflorestal.sp.gov.br/institucional/parque